segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Resenha: Se Eu Ficar - Gayle Forman.

Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.

Gayle Forman, assim como John Green com "A culpa é das Estrelas" conseguiu com que seu livro tocasse profundamente aquele que o lê. Mesmo gostando, ou não da história, a obra nos faz pensar com um jeito diferente sobre o destino e suas "barreiras", sobre como em um pequeno momento algo é completamente capaz de alterar o rumo de nossas vidas e consequentemente daqueles que mais amamos. Quando falamos de tragédias ou dos planos para o futuro interrompidos por um acidente de carro, automaticamente lembramos do também famoso livro "Para Sempre" de Kim Carpenter e então podemos observar e comparar a vida com um pequeno pedaço de vidro, frágil e sem muitas vezes sem concerto. A autora nos faz adentrar em uma história um tanto quanto envolvente e extremamente emocionante. A trama toda ocorre em torno de pouco mais de um dia, fazendo com que ela se torne bem mais comovente, por nos mostrar como cada minuto de nossas vidas deve ser aproveitado, pois o tempo não volta.

Foi em uma manhã de neve comum, como várias outras vezes, todos são liberados de seus serviços e então decidem aproveitar o dia de lazer. Mia por sua vez, sai com sua família para poder visitar seus parentes como de costume, o que eles não esperam é que, por um breve descuido, tudo acabará em tragédia. Tudo ocorre muito rápido e logo nas primeiras páginas do livro, logo após isso então, temos então uma Mia confusa, que não sabe onde está e nem o que aconteceu, aos poucos, entre relatos diários e memórias do passado, vai então se recuperando de sua triste realidade e em que ao mesmo tempo relembra seus momentos mais especiais da sua vida até o momento do acidente, como o nascimento de seu irmão mais novo, a sua paixão pelo violoncelo e também pela música clássica, como Adam (seu atual namorado) entrou em sua vida e os planos que ela tinha visualizado para seu futuro. 

Deste modo, somos completamente aprisionados com Mia pelo seu presente e passado, revivido pelo seu ser em coma no hospital, sem nenhum sinal de melhora, deixando ela e nós numa situação de escolha, entre pular ou não do precipício, deixar que a morte a domine ou lutar para poder se recuperar e voltar para seus familiares e amigos. Poder acompanhá-la nesta nova jornada em que ela se encontra, é um tanto quanto angustiante e esperançoso.